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ABRIL VERDE: ERGONOMIA E PREVENÇÃO DE DORES NAS COSTAS NO TRABALHO.

Alexandre S Cardoso

O Abril Verde é o mês dedicado à saúde e segurança no trabalho. No Brasil, essa campanha alerta para riscos ocupacionais, com foco especial na ergonomia – a ciência que adapta o ambiente de trabalho ao corpo humano. Dores nas costas são o principal problema musculoesquelético, responsáveis por alta de queixas e afastamentos laborais.

Por que as dores nas costas aumentam no trabalho?

As lesões musculoesqueléticas (LMEs) são as mais comuns em ambientes laborais. Causas principais:

  • Posturas inadequadas: Ficar muito tempo sentado ou em pé sem pausas;
  • Movimentos repetitivos: Digitar, carregar pesos ou girar o tronco;
  • Mobiliário inadequado: Cadeiras sem suporte lombar, mesas altas ou baixas;
  • Fatores agravantes: Estresse, sedentarismo e falta de pausas.

No Brasil, as LMEs representam mais de 50% dos afastamentos por doença ocupacional, com aumento de 20% nos últimos anos devido ao home office e trabalho remoto mal adaptado.

Sinais de alerta e quando investigar:

Não ignore esses sintomas, que pioram com o tempo:

  • Dor lombar persistente (região das costas baixas);
  • Formigamento ou fraqueza nas pernas;
  • Dor que irradia para as nádegas ou pernas (irradiação ciática);
  • Rigidez matinal ou piora ao final do dia;
  • Limitação de movimentos ou dificuldade para se abaixar.

Alta de queixas e afastamentos: um problema regional.

Na nossa região, há aumento significativo de queixas musculoesqueléticas:

  • Setores como indústria, comércio e serviços lideram os casos;
  • Mulheres e trabalhadores acima de 40 anos são mais afetados;
  • Afastamentos crescem 15-20% anualmente, gerando prejuízos econômicos e perda de produtividade;
  • Home office ampliou o risco: mesas improvisadas e falta de ergonomia doméstica.

Esses dados reforçam a necessidade de prevenção para evitar absenteísmo e custos com INSS.

Plano de prevenção: ergonomia no dia a dia.

Adote medidas simples e eficazes:

Postura correta:

  • Sentado: Pés no chão, joelhos a 90°, tela na altura dos olhos, suporte lombar na cadeira;
  • Em pé: Peso distribuído nos pés, coluna reta, evite inclinar o tronco;
  • Levantar pesos: Flexione os joelhos, não a coluna; use carrinhos ou ajuda.

Ambiente de trabalho:

  • Ajuste a cadeira e mesa à sua altura;
  • Use teclado ergonômico e mouse próximo ao corpo;
  • Iluminação adequada para evitar tensão no pescoço.

Hábitos diários:

  • Pausas ativas: Levante-se a cada 30-60 minutos, alongue-se;
  • Exercícios fortalecedores: Abdominal, prancha e alongamento lombar;
  • Controle de peso e prática regular de atividade física.

As empresas devem oferecer treinamentos ergonômicos e avaliação do posto de trabalho.

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Alexandre Silva Cardoso, Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, especialista em Medicina fetal, Especialista em Medicina de família e comunidade, Pós-graduação em docência para o ensino superior, Escritor do capítulo de Malformações Esqueléticas da 1° edição do livro Medicina Fetal do IMIP, Mestrando em saúde da família pela UFS, Médico de família e comunidade da Secretaria de Saúde de Aracaju, Médico intervencionista do SAMU 192 Sergipe, Preceptor do internato do curso de medicina da UNIT Sergipe no estágio de Medicina de Família e Comunidade, Facilitador do Curso de Especialização em Medicina de família e comunidade do Programa Mais Médicos do UNA/SUS.

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