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ABRIL AZUL: AUTISMO E SAÚDE NA COMUNIDADE.

Alexandre S Cardoso

O Abril Azul é o mês mundial de conscientização do autismo, e coincide com o Dia Mundial da Saúde (7 de abril). Essa data reforça que a prevenção e o cuidado comunitário fazem parte da rotina. Foco em check-ups essenciais e no uso inteligente da atenção primária para identificar precocemente condições como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e promover saúde integral.

O que é o autismo e por que prevenir cedo?

O TEA afeta a comunicação, interação social e comportamento. Não tem cura, mas o diagnóstico precoce permite intervenções que melhoram a qualidade de vida.

Sinais iniciais (até 2 anos):

  • Não responder ao nome;
  • Evitar contato visual;
  • Atraso na fala ou repetição de palavras;
  • Movimentos repetitivos (balançar mãos, girar objetos);
  • Dificuldade em brincadeiras imaginativas.

Lembre-se: a prevenção comunitária inclui rastreio rotineiro para TEA e outras condições.

Saúde na comunidade: prevenção que cabe na rotina.

Check-ups essenciais evitam agravamentos e cabem no dia a dia:

  • Crianças (0-5 anos): Avaliação de desenvolvimento (fala, motor, social) em consultas pediátricas;
  • Adultos: Pressão arterial, glicemia, colesterol e IMC anualmente;
  • Famílias: Vacinação em dia e orientação nutricional;
  • Rotina simples: Pesar-se semanalmente, medir pressão em casa, anotar sintomas.

Esses hábitos reduzem riscos de doenças crônicas e detectam TEA cedo, quando intervenções são mais eficazes.

Como usar melhor a atenção primária local:

A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada gratuita e acessível:

  1. Agende consultas preventivas: Entre em contato com Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência;
  2. Participe de grupos: Rodas de conversa sobre saúde infantil, nutrição e TEA;
  3. Acompanhe o pré-natal e puericultura: Rastreio de TEA começa na gestação;
  4. Notifique sintomas: As equipes de saúde podem fazer encaminhamentos rápidos para especialistas (Psiquiatras, Neurologistas, psicólogos, fonoaudiólogos, terapia ocupacional, entre outros);
  5. Aproveite exames gratuitos: É importante lembrar que esses pacientes também necessitam de acompanhamento com exames de rotina.

Na nossa região, as UBS estão preparadas para acolher e orientar – evite emergências desnecessárias.

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Alexandre Silva Cardoso, Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, especialista em Medicina fetal, Especialista em Medicina de família e comunidade, Pós-graduação em docência para o ensino superior, Escritor do capítulo de Malformações Esqueléticas da 1° edição do livro Medicina Fetal do IMIP, Mestrando em saúde da família pela UFS, Médico de família e comunidade da Secretaria de Saúde de Aracaju, Médico intervencionista do SAMU 192 Sergipe, Preceptor do internato do curso de medicina da UNIT Sergipe no estágio de Medicina de Família e Comunidade, Facilitador do Curso de Especialização em Medicina de família e comunidade do Programa Mais Médicos do UNA/SUS.

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