O Abril Azul é o mês mundial de conscientização do autismo, e coincide com o Dia Mundial da Saúde (7 de abril). Essa data reforça que a prevenção e o cuidado comunitário fazem parte da rotina. Foco em check-ups essenciais e no uso inteligente da atenção primária para identificar precocemente condições como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e promover saúde integral.
O que é o autismo e por que prevenir cedo?
O TEA afeta a comunicação, interação social e comportamento. Não tem cura, mas o diagnóstico precoce permite intervenções que melhoram a qualidade de vida.
Sinais iniciais (até 2 anos):
- Não responder ao nome;
- Evitar contato visual;
- Atraso na fala ou repetição de palavras;
- Movimentos repetitivos (balançar mãos, girar objetos);
- Dificuldade em brincadeiras imaginativas.
Lembre-se: a prevenção comunitária inclui rastreio rotineiro para TEA e outras condições.
Saúde na comunidade: prevenção que cabe na rotina.
Check-ups essenciais evitam agravamentos e cabem no dia a dia:
- Crianças (0-5 anos): Avaliação de desenvolvimento (fala, motor, social) em consultas pediátricas;
- Adultos: Pressão arterial, glicemia, colesterol e IMC anualmente;
- Famílias: Vacinação em dia e orientação nutricional;
- Rotina simples: Pesar-se semanalmente, medir pressão em casa, anotar sintomas.
Esses hábitos reduzem riscos de doenças crônicas e detectam TEA cedo, quando intervenções são mais eficazes.
Como usar melhor a atenção primária local:
A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada gratuita e acessível:
- Agende consultas preventivas: Entre em contato com Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência;
- Participe de grupos: Rodas de conversa sobre saúde infantil, nutrição e TEA;
- Acompanhe o pré-natal e puericultura: Rastreio de TEA começa na gestação;
- Notifique sintomas: As equipes de saúde podem fazer encaminhamentos rápidos para especialistas (Psiquiatras, Neurologistas, psicólogos, fonoaudiólogos, terapia ocupacional, entre outros);
- Aproveite exames gratuitos: É importante lembrar que esses pacientes também necessitam de acompanhamento com exames de rotina.
Na nossa região, as UBS estão preparadas para acolher e orientar – evite emergências desnecessárias.

Alexandre Silva Cardoso, Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, especialista em Medicina fetal, Especialista em Medicina de família e comunidade, Pós-graduação em docência para o ensino superior, Escritor do capítulo de Malformações Esqueléticas da 1° edição do livro Medicina Fetal do IMIP, Mestrando em saúde da família pela UFS, Médico de família e comunidade da Secretaria de Saúde de Aracaju, Médico intervencionista do SAMU 192 Sergipe, Preceptor do internato do curso de medicina da UNIT Sergipe no estágio de Medicina de Família e Comunidade, Facilitador do Curso de Especialização em Medicina de família e comunidade do Programa Mais Médicos do UNA/SUS.



