Aumento de casos no Brasil reforça necessidade de detectar precocemente a retinopatia diabética, destaca o presidente da Sociedade Sergipana de Oftalmologia
Novembro não é marcado apenas pelas ações de prevenção ao câncer de próstata. Também é o período de conscientização sobre o diabetes, doença que afeta diversos órgãos e traz risco direto à visão. A retinopatia diabética, uma das complicações mais frequentes, pode evoluir silenciosamente até provocar cegueira permanente. Consultas periódicas ao oftalmologista são essenciais para evitar consequências graves.
O Atlas de Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF) indica que 589 milhões de adultos têm a doença no mundo. O Brasil figura entre os países com maior projeção de crescimento, podendo chegar a 24 milhões de diabéticos nas próximas décadas. Para o presidente da Sociedade Sergipana de Oftalmologia (SSO), Dr. Allan Luz, esse cenário aumenta significativamente a incidência de problemas oculares.
“O fundo do olho possui vasos extremamente finos. O diabetes mal controlado deixa essas estruturas frágeis, predispondo a sangramentos, edemas e danos severos na retina. Mesmo quem controla a glicemia precisa manter o acompanhamento desde o diagnóstico”, ressalta o médico.
Quando os sintomas aparecem, o dano já pode ter avançado
A retinopatia costuma evoluir sem que a pessoa perceba qualquer alteração. O primeiro sinal costuma ser a visão embaçada, que pode se agravar até comprometer totalmente a capacidade visual. Exames como retinografia e tomografia de coerência óptica identificam precocemente essas alterações.
“A população em geral deve consultar o oftalmologista uma vez ao ano. Já o paciente diabético precisa monitoramento mais frequente, variando entre quatro e seis meses, conforme o risco”, reforça Dr. Allan Luz.
Terapias ajudam a preservar a retina
Embora não haja cura, o tratamento pode impedir que a retinopatia progrida. Aplicações intraoculares, sessões de laser e procedimentos cirúrgicos estão entre as opções utilizadas para proteger a retina.
“Os neovasos surgem como resposta a áreas mal irrigadas, mas são frágeis e rompem com facilidade. O tratamento reduz o risco de sangramento e controla o edema”, explica o presidente da SSO.
O especialista reforça que o cuidado com os olhos deve ser encarado como parte fundamental do tratamento do diabetes.
Destaques
- Retinopatia diabética evolui silenciosamente e pode levar à cegueira.
- Brasil deve alcançar 24 milhões de diabéticos nas próximas décadas.
- Visão embaçada é um dos primeiros sinais da doença avançada.
- Exames periódicos permitem diagnóstico precoce e evitam sequelas.
- Laser e medicações intraoculares ajudam a estabilizar o quadro.
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Foto: Reprodução
Fonte: NV Comunicação


