No dia 24 de abril, celebramos o Dia Mundial da Imunização, uma data dedicada a reforçar a importância das vacinas. Apesar dos avanços científicos, fake news sobre saúde ainda espalham mitos que geram desconfiança e riscos à saúde pública. Vamos desmistificar os mais comuns e ensinar como identificar fontes confiáveis.
Mitos comuns sobre imunização:
Esses equívocos circulam em redes sociais e grupos de WhatsApp, mas não têm base científica:
- “Vacinas causam autismo”: Estudo fraudulento de 1998 foi desmentido por dezenas de pesquisas globais. Não há ligação comprovada;
- “Muitas vacinas sobrecarregam o sistema imunológico”: Bebês enfrentam milhares de germes diariamente; vacinas representam fração mínima;
- “Imunidade natural é melhor que a vacinal”: Doenças naturais causam complicações graves; vacinas treinam o corpo sem risco;
- “Vacinas contêm microchips ou alteram DNA”: Ingredientes são públicos e testados; mRNA (como na COVID-19) não altera genes humanos;
- “Só vacine se obrigatório”: Vacinação voluntária protege a comunidade pelo efeito rebanho.
Esses mitos levam a surtos evitáveis, como sarampo em regiões com baixa cobertura vacinal.
Fake news de saúde: por que se espalham?
Desinformação viraliza por medo e desconfiança. No Brasil, 70% dos brasileiros já viram fake news sobre vacinas. Motivos comuns:
- Conteúdo emocional (imagens chocantes, depoimentos falsos);
- Fontes anônimas ou influencers sem credenciais;
- Manipulação de dados científicos fora de contexto.
Durante a pandemia do Covid 19, as fake news aumentaram hesitação vacinal em até 20%.
Como checar informação confiável?
Siga estes passos para discernir o real do falso:
- Verifique a fonte: Priorize sites oficiais como Ministério da Saúde, Anvisa, OMS ou sociedades médicas (ex.: SBIm);
- Busque evidências científicas: PubMed, Cochrane ou estudos revisados por pares. Evite blogs pessoais;
- Confira data e contexto: Informações antigas perdem validade; compare com dados atuais;
- Consulte profissionais: Pergunte a médicos, enfermeiros ou outros profissionais da área da saúde, não a “amigos experts”;
- Use ferramentas de checagem: Sites como Aos Fatos, Boatos.org ou Agência Lupa desmentem fake news.
Exemplo: Dúvida sobre vacina? Acesse o calendário vacinal oficial no site do Ministério da Saúde aqui.

Alexandre Silva Cardoso, Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, especialista em Medicina fetal, Especialista em Medicina de família e comunidade, Pós-graduação em docência para o ensino superior, Escritor do capítulo de Malformações Esqueléticas da 1° edição do livro Medicina Fetal do IMIP, Mestrando em saúde da família pela UFS, Médico de família e comunidade da Secretaria de Saúde de Aracaju, Médico intervencionista do SAMU 192 Sergipe, Preceptor do internato do curso de medicina da UNIT Sergipe no estágio de Medicina de Família e Comunidade, Facilitador do Curso de Especialização em Medicina de família e comunidade do Programa Mais Médicos do UNA/SUS.



