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Outono: Por Que Pioram as Alergias e a Asma? Plano de Controle.

Alexandre S Cardoso

Com a chegada do outono, em 20 de março, o clima muda e o ar fica mais seco. Para muitas pessoas, essa estação traz um aumento significativo de crises alérgicas e ataques de asma. Entender os motivos e se preparar é fundamental para evitar complicações.

Por que as alergias e a asma pioram no outono?

O outono cria um cenário favorável para o desencadeamento de crises respiratórias:

Mudança de temperatura e umidade

  • Os dias ficam mais secos e as noites mais frias;
  • O ar seco resseca as mucosas do nariz e das vias aéreas, tornando-as mais sensíveis;
  • A variação térmica (calor durante o dia, frio à noite) irrita o sistema respiratório.

Aumento de alérgenos no ambiente:

  • A queda das folhas e o acúmulo de matéria orgânica favorecem fungos e mofo;
  • A poeira doméstica e os ácaros se concentram mais em ambientes fechados;
  • A poluição tende a se acumular devido à menor circulação de ar.

Maior circulação de vírus respiratórios:

  • O outono marca o início da temporada de resfriados e gripes;
  • Infecções virais são gatilhos frequentes para crises de asma.

Sinais de alerta: quando a alergia ou asma estão descontroladas:

Rinite alérgica:

  • Espirros frequentes, coriza e nariz entupido;
  • Coceira no nariz, olhos e garganta;
  • Olhos vermelhos e lacrimejantes.

Asma descontrolada:

  • Falta de ar ou chiado no peito;
  • Tosse seca persistente, especialmente à noite ou ao acordar;
  • Sensação de aperto no peito;
  • Necessidade de usar o broncodilatador com mais frequência.

Se os sintomas atrapalham o sono, as atividades diárias ou exigem uso frequente de medicação de resgate, é sinal de que a doença não está bem controlada.

Plano de controle: como se preparar para o outono:

O controle de alergias e asma envolve três pilares: evitar gatilhos, usar medicação corretamente e monitorar os sintomas.

1. Controle ambiental:

  • Manter a casa limpa e arejada, evitando acúmulo de poeira;
  • Lavar roupas de cama e cobertores antes de usar (estavam guardados);
  • Evitar tapetes, cortinas pesadas e bichos de pelúcia no quarto;
  • Usar travesseiros e colchões antialérgicos ou com capas impermeáveis;
  • Controlar a umidade (ideal entre 40% e 60%) – usar umidificador se necessário;
  • Evitar fumo e ambientes com fumaça.

2. Uso correto dos medicamentos:

  • Manter o tratamento de manutenção prescrito pelo médico, mesmo sem sintomas;
  • Usar os inaladores corretamente – técnica inadequada reduz a eficácia;
  • Ter sempre a medicação de resgate disponível;
  • Não automedicar ou interromper o tratamento por conta própria.

3. Monitoramento e plano de ação:

  • Conhecer os sinais de alerta de uma crise iminente;
  • Ter um plano de ação escrito (combinado com o médico) com orientações claras para cada situação;
  • Medir o pico de fluxo expiratório se recomendado;
  • Saber quando procurar atendimento de urgência.

Quando procurar atendimento médico?

Busque ajuda imediatamente se houver:

  • Falta de ar intensa que não melhora com a medicação habitual;
  • Dificuldade para falar ou caminhar pela falta de ar;
  • Lábios ou unhas roxas;
  • Uso excessivo dos músculos do pescoço para respirar;
  • Sonolência ou confusão mental.

Esses sinais indicam uma crise grave e exigem socorro imediato.

Medidas práticas para o dia a dia:

  • Vestir-se em camadas para se adaptar às mudanças de temperatura;
  • Evitar atividades ao ar livre nos horários de maior poluição ou vento forte;
  • Hidratar-se bem para manter as mucosas saudáveis;
  • Lavar as mãos frequentemente para evitar infecções virais;
  • Atualizar a vacina contra gripe – fundamental para asmáticos e alérgicos.

Resumindo:

  • O outono traz clima seco, variação térmica e mais alérgenos — cenário que piora alergias e asma;
  • Sintomas frequentes indicam doença descontrolada e merecem atenção médica;
  • O controle envolve evitar gatilhos, usar medicação corretamente e ter um plano de ação;
  • Crises graves com falta de ar intensa exigem atendimento de urgência;
  • Prevenção e acompanhamento médico reduzem crises e melhoram a qualidade de vida.

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Alexandre Silva Cardoso, Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, especialista em Medicina fetal, Especialista em Medicina de família e comunidade, Pós-graduação em docência para o ensino superior, Escritor do capítulo de Malformações Esqueléticas da 1° edição do livro Medicina Fetal do IMIP, Mestrando em saúde da família pela UFS, Médico de família e comunidade da Secretaria de Saúde de Aracaju, Médico intervencionista do SAMU 192 Sergipe, Preceptor do internato do curso de medicina da UNIT Sergipe no estágio de Medicina de Família e Comunidade, Facilitador do Curso de Especialização em Medicina de família e comunidade do Programa Mais Médicos do UNA/SUS.

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