fé além dos milagres
Em tempos de dor, frustração e perdas, uma pergunta ecoa no coração de muitos fiéis: por que Deus cura uns e não cura outros? A Bíblia apresenta relatos que parecem paradoxais. Em Atos 19:11-12, lemos que Deus realizava milagres extraordinários por meio do apóstolo Paulo, a ponto de lenços e aventais tocados por ele serem levados aos enfermos, que eram curados. No entanto, em 2 Timóteo 4:20, o próprio Paulo afirma ter deixado Trófimo doente em Mileto. Já em 1 Timóteo 5:23, aconselha Timóteo a cuidar do estômago e de suas frequentes enfermidades.
A aparente contradição revela uma verdade profunda: Deus não segue um roteiro humano. Não há uma regra que determine quando o milagre deve acontecer. A soberania divina não está submetida à expectativa das pessoas. Curar ou não curar não é ausência de poder, mas expressão de vontade.
O próprio Jesus, no Getsêmani (Lucas 22:42), orou: “Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, que não seja feita a minha vontade, mas a tua”. Deus não livrou Seu Filho da cruz, não por falta de poder, mas porque havia um propósito maior. Essa compreensão, porém, raramente é fácil quando a dor é presente e não passado.
A experiência humana é marcada pela finitude. Adoecemos porque somos humanos. Morremos porque estamos vivos. Até mesmo profetas e discípulos enfrentaram enfermidades, como Eliseu (2 Reis 13:14). A fé cristã não é negação da realidade, mas confiança em meio a ela.
O livro de Daniel (3:16-18) relata a postura de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego diante da fornalha: Deus podia livrá-los, mas, se não o fizesse, continuariam fiéis. Essa é a maturidade espiritual que transcende resultados. Não se adora a Deus apenas pelo que Ele faz, mas por quem Ele é.
Em uma geração que busca respostas imediatas, a fé verdadeira permanece estável, mesmo quando o “sim” não vem. Não depende exclusivamente de milagres, mas da presença. Viver ansioso pelo amanhã pode significar perder o valor do agora. A vida é construída na soma dos momentos presentes.
Crer é continuar confiando, mesmo quando não se entende. É orar pelo milagre, mas aceitar a vontade divina. É reconhecer que Deus tem poder para fazer, mas também é livre para não fazer.
No fim, a maior certeza não está na realização de um desejo, mas na convicção de que a presença de Deus é suficiente. Porque, acima de qualquer resultado, é nela que reside o verdadeiro sentido da fé.
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Pastores Ilmar e Maristania Pomponet, pastores da igreja Presbiteriana Renovada Sol Nascente, formados em Teologia, com 20 anos de ministério, dedicados à proclamação de um evangelho cristocêntrico e libertador. Sua trajetória é marcada pelo compromisso com as Escrituras, pelo serviço ao Reino de Deus e pela transformação de vidas por meio do amor, da graça e do poder de Jesus Cristo.




