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Trump revoga sanção e retira Moraes da Lei Magnitsky nos EUA

Política

Decisão beneficia também esposa do ministro e empresa da família, após diálogo político entre Trump e Lula

O governo dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump, excluiu o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, da lista de sancionados com base na Lei Magnitsky. A medida encerra a punição imposta em julho, quando o então secretário de Estado, Marco Rubio, acusou o magistrado de cometer “graves abusos de direitos humanos”.

A revogação alcança ainda Viviane Barci, esposa de Moraes, e a Lex – Instituto de Estudos Jurídicos, ligada à família. As sanções congelavam eventuais bens nos EUA e restringiam transações financeiras em dólar, afetando inclusive cartões de crédito internacionais.

À época, um banco brasileiro chegou a bloquear um cartão de bandeira americana do ministro, oferecendo a ele uma opção nacional para evitar transtornos no uso cotidiano.

Conversa entre Lula e Trump precedeu decisão

A revisão das sanções acontece logo após uma articulação diplomática entre Washington e Brasília. No dia 2 de dezembro, Lula conversou com Trump sobre o tema, e a reversão da medida ocorreu dias depois.

Especialistas destacam que o uso da Lei Magnitsky contra uma autoridade brasileira havia sido inédito. O dispositivo é geralmente aplicado a representantes de governos acusados de violações sistemáticas de direitos humanos, como no caso venezuelano.

  • Trump remove Moraes da lista de sancionados dos EUA
  • Sanções bloqueavam bens e restringiam operações financeiras
  • Viviane Barci e empresa da família também foram retiradas
  • Medida veio após conversa entre Lula e Trump
  • Caso é considerado raro para autoridades brasileiras

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Foto: DIDA SAMPAIO

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