Marcius Matos encontrou um conhecido desanimado na quarta-feira de cinzas. “Trabalhei três noites num camarote. Prometeram diária boa. Agora estão me enrolando.”
A história era comum: contratação rápida, conversa por áudio, “a gente acerta depois”, e a pessoa vai no embalo porque precisa do dinheiro.
Marcius fez as perguntas essenciais: tinha comprovante? Mensagens? Foto do crachá? Nome de quem contratou? Local? Horário? Testemunhas? Qualquer coisa que provasse que ele realmente trabalhou.
Porque no fim do dia, em cobrança e trabalho, o jogo é simples: prova.
Marcius ajudou a organizar tudo em uma linha do tempo: dia 1, dia 2, dia 3; horários; função; valor combinado; mensagens e áudios. Em seguida, orientou uma cobrança firme e objetiva, por escrito, com prazo: “Trabalhei nos dias X, Y, Z, no local tal, função tal, valor combinado R$ …. Solicito pagamento até data tal, por PIX na chave…”.
Quando a cobrança veio clara, sem agressão e com dados, a conversa mudou. Não foi “favor”. Foi obrigação.
Trabalho de Carnaval é trabalho como qualquer outro — e trabalho sem pagamento não é “jeitinho”, é problema.
Este texto é informativo e não substitui orientação jurídica para o seu caso.

Tarcísio Matos, sócio do TMatos Advogados Associados, cursou Doutorado na UNLZ, Professor Universitário, Procurador Municipal e Advogado Militante.
Para acompanhar outros resumos e cases da TMatos Advogados Associados clique aqui



