Reconstituição feita por Henrique Velozo durante o júri ajudou a sustentar tese de legítima defesa no disparo que matou o lutador.
O tenente da Polícia Militar de São Paulo, Henrique Otavio Oliveira Velozo, 33 anos, utilizou um simulacro de arma de fogo diante do Conselho de Sentença para demonstrar como, segundo ele, ocorreu o disparo que matou o multicampeão de jiu-jitsu Leandro Lo. A estratégia, autorizada pelo juiz e apresentada pela defesa, acabou sendo decisiva para sua absolvição.
O vídeo obtido pela Agência Record mostra o momento em que o advogado pede para que o réu faça a encenação. Velozo replica o movimento alegando ter atirado em reação a uma ameaça de agressão e informa que outros lutadores também o cercavam na ocasião. A versão sensibilizou a maioria dos jurados, que aceitaram a tese de legítima defesa.
A sentença, divulgada na noite de 14 de novembro, concluiu que a acusação não conseguiu comprovar dolo. O tenente, então, foi declarado inocente.
Reintegração imediata e reação das instituições
Logo após a decisão, Velozo deixou o presídio militar Romão Gomes durante a madrugada do dia 15. Em seguida, foi reintegrado ao efetivo da PM por liminar já existente, publicada no fim de outubro.
O julgamento, previsto originalmente para maio e agosto de 2025, enfrentou sucessivos adiamentos por conflitos entre defesa e acusação, além de desentendimentos em plenário. Um novo júri foi formado para o julgamento final em novembro.
O Ministério Público de São Paulo divulgou nota oficial rebatendo críticas e reafirmando que conduziu o caso com base na legalidade e nas provas coletadas. O órgão também confirmou que apresentou recurso contra o veredito. A Procuradoria-Geral de Justiça criticou ataques virtuais dirigidos aos promotores do caso.
A Secretaria da Segurança Pública reforçou que cumpre a decisão judicial que determina a reintegração do tenente ao quadro da corporação.
Principais destaques
- PM fez demonstração com simulacro durante o júri.
- Encenação reforçou versão de legítima defesa.
- Júri absolveu o tenente; MP-SP informou que recorreu.
- Réu saiu do presídio e voltou ao efetivo da PM.
- Caso foi marcado por adiamentos e disputas entre defesa e acusação.
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Foto: Reprodução/RECORD


