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Pressionado, Derrite muda relatório do Projeto Antifacção e tenta conter crise

Política

Deputado volta atrás após críticas do governo e da PF e promete texto sem mudanças na Lei Antiterrorismo

Depois da má repercussão do primeiro relatório do Projeto Antifacção, o deputado Guilherme Derrite anunciou que vai refazer o texto. A nova versão, segundo ele, mantém as prerrogativas da Polícia Federal e não altera a Lei Antiterrorismo, principais pontos que irritaram o Planalto.

Licenciado do cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo, Derrite admitiu que não conversou com integrantes do governo federal antes de apresentar o relatório. O único contato foi uma ligação com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, feita por intermédio do deputado Hugo Motta.

Mesmo sem grandes nomes do governo no evento, a coletiva de Derrite e Motta foi bem recebida por lideranças governistas, como Lindbergh Farias e José Guimarães, que elogiaram o recuo.

Jogo político e olho em 2026

O debate em torno do Projeto Antifacção tem forte componente eleitoral. Analistas apontam que Derrite e Fernando Haddad, possível candidato ao Senado ou ao governo paulista, já travam uma disputa de visibilidade política.

Haddad, que comanda a Fazenda, criticou duramente o texto original, afirmando que ele afetava operações contra o crime organizado e tirava poder da Polícia Federal e da Receita Federal. O ministro também reclamou da falta de diálogo com o autor da proposta.

Para o governo, o primeiro relatório colocava em risco ações como a da máfia dos combustíveis no Rio e a execução de penas de perdimento de bens na Alfândega. O novo texto ainda será avaliado pelo Executivo e pode passar por ajustes adicionais.

Destaques:

  • Derrite cede à pressão e promete novo parecer
  • Governo vê gesto como recuo estratégico
  • Haddad acusa falta de diálogo e alerta para impactos técnicos
  • PF mantém prerrogativas preservadas
  • Clima eleitoral aquece disputa política em São Paulo

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Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

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