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O celular ‘sumiu’ na multidão: furto, confusão e a reação errada

TMatos e Associados

Lucas Matos foi chamado por um amigo depois de uma situação típica de Carnaval: “Meu celular sumiu no bloco. Tenho certeza que foi aquele cara ali”. O amigo estava nervoso, apontando para um folião que passava correndo.

A cena que vem depois é sempre perigosa. Um grupo decide “fazer justiça” na hora: empurra, segura pelo braço, puxa a mochila, grita “ladrão!”. Em poucos segundos, aquilo vira briga — e aí, o que começou como suspeita vira risco de ocorrer também agressão, constrangimento e até acusação injusta.

Lucas segurou o amigo e foi direto: “Se você não tem certeza e prova, não parte pra cima. E mesmo tendo, o caminho é chamar apoio e polícia”. Ele explicou que, no calor da rua, acusação precipitada pode gerar outro problema: além do celular não aparecer, alguém sai machucado, e o caso vira uma bola de neve.

O que ele orientou foi simples e prático: procurar policiamento/guarda, registrar ocorrência, bloquear o aparelho, reunir o que dá para comprovar (local, horário, rastreio, IMEI, testemunhas) e evitar confronto.

No fim, o celular foi localizado horas depois — tinha caído no chão e alguém entregou num posto de apoio. Se o grupo tivesse agredido o suspeito, o “prejuízo do aparelho” teria virado um problema muito maior.

No Carnaval, perder celular é ruim. Perder a cabeça é pior.

Este texto é informativo e não substitui orientação jurídica para o seu caso.

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Tarcísio Matos, sócio do TMatos Advogados Associados, cursou Doutorado na UNLZ, Professor Universitário, Procurador Municipal e Advogado Militante.

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