Carnaval: faltou achando que era feriado

TMatos e Associados

Na terça de Carnaval, um servidor municipal acordou tarde, olhou as mensagens e concluiu: “Carnaval é feriado. Ninguém trabalha hoje”. Vestiu a fantasia, encontrou os amigos e foi curtir.

No dia seguinte, caiu a realidade: a chefia pediu justificativa e avisou que seria lançada falta. Revoltado, ele procurou Tarcísio Matos: “Isso é abuso. Carnaval é feriado nacional!”

Tarcísio ouviu, sem rodeio, e explicou o que quase ninguém gosta de escutar: Carnaval não é automaticamente feriado nacional. Pode ser feriado por lei local, pode haver ponto facultativo no serviço público, e no setor privado tudo depende de regra local, acordo coletivo e política da empresa.

No caso dele, o município tinha decretado ponto facultativo para parte da administração — mas o setor dele era serviço essencial e funcionaria em escala. E a escala tinha sido publicada.

O problema não foi “trabalhar no Carnaval”. Foi não conferir a regra e ignorar a escala.

Tarcísio orientou a postura mais inteligente: reconhecer o erro, pedir reconsideração com base em eventual falha de comunicação (se existisse), e evitar transformar aquilo numa guerra. Em muitos casos, o que define o desfecho é a forma como se conversa com a administração: com documento, com clareza, sem agressividade.

Carnaval é cultural. Direito é regra. E regra não se adivinha: se confere.

Este texto é informativo e não substitui orientação jurídica para o seu caso.

tarcisio

Tarcísio Matos, sócio do TMatos Advogados Associados, cursou Doutorado na UNLZ, Professor Universitário, Procurador Municipal e Advogado Militante.

Para acompanhar outros resumos e cases da TMatos Advogados Associados clique aqui

select

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *