Aparecida Matos recebeu uma ligação na sexta-feira antes do feriadão. Do outro lado, uma mãe: “Comprei passagem pra viajar com minha filha amanhã cedo. O pai tá ignorando minhas mensagens. Ele precisa autorizar?”
Aparecida já sabia onde isso costuma dar errado: a pessoa compra tudo, organiza mala, e só depois descobre que, em alguns casos, sem autorização do outro responsável, a viagem vira um estresse enorme — especialmente se for viagem para fora do país, ou se houver restrição específica em decisão judicial.
Ela pediu calma e fez o que sempre resolve mais do que briga: organizou a comunicação. Orientou uma mensagem curta, respeitosa e completa: destino, datas, contato, hospedagem, horários de ida e volta. “Não é pedir permissão para viver — é dar segurança e transparência.”
O pai respondeu com raiva: “Você quer me controlar!”. Aparecida explicou que, em família, clareza não é controle. É proteção para a criança e para os próprios pais.
Como o tempo era curto e o silêncio continuava, ela reforçou um ponto que muita gente aprende tarde: feriadão não é hora de improvisar. O ideal é planejar com antecedência exatamente para não depender de resposta “no susto”.
A viagem acabou adiada. Foi frustrante, mas evitou um risco maior: chegar no aeroporto e descobrir que a falta de autorização poderia travar tudo.
Em família, Carnaval passa. Mas o combinado — quando existe — evita tempestade.
Este texto é informativo e não substitui orientação jurídica para o seu caso.

Tarcísio Matos, sócio do TMatos Advogados Associados, cursou Doutorado na UNLZ, Professor Universitário, Procurador Municipal e Advogado Militante.
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