Com Moro como anfitrião, encontro reforça discurso eleitoral e usa Bahia como exemplo de falhas na gestão petista
O União Brasil realizou nesta quinta-feira (27), em Curitiba, um evento de forte conteúdo eleitoral focado na segurança pública. A sigla indicou que pretende transformar o tema em sua principal vitrine para as eleições de 2026, apostando na insatisfação popular com os índices de violência no país.
Durante o encontro, ACM Neto — ex-prefeito de Salvador — criticou duramente a situação da Bahia, que há 20 anos é comandada pelo PT. Ele afirmou que o estado registra cidades entre as mais violentas do Brasil e que as vítimas mais afetadas são pessoas pobres, “que morrem por causa da expansão das facções”.
Clima eleitoral aquece na pauta da segurança
Batizado de “SOS Segurança Pública”, o evento foi organizado pela Fundação Índigo e reuniu figuras como Guilherme Derrite, secretário de Segurança de São Paulo. Ele atacou o projeto de lei Antifacção enviado pelo governo federal, chamando a proposta inicial de “porcaria” e acusando o presidente Lula de enxergar o tema de forma “romântica”.
O senador Sergio Moro, que busca se viabilizar para disputar o governo do Paraná, comandou a noite e destacou que endurecimento penal é necessário. Ele citou a Operação Contenção, no Rio, e afirmou que “prender resolve”, apesar da ação ter sido a mais letal do estado, com 122 mortos.
O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, disse que a sociedade apoia medidas mais duras e que a segurança pública se tornou pauta típica do campo conservador. O ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel também participou, explicando a dinâmica de expansão das facções criminosas.
Vídeo enviado pelo governador Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência, reforçou críticas ao PT e classificou a segurança pública como “o assunto mais urgente do Brasil”.
Apesar do foco eleitoral do União Brasil, indicadores nacionais mostram que o problema afeta governos de direita, centro e esquerda. O Ranking de Competitividade dos Estados 2025 coloca Amapá, Roraima e Bahia nas piores posições, revelando um cenário complexo em todo o país.
• União Brasil mira 2026 com agenda de segurança
• Bahia vira exemplo negativo citado pelos líderes
• Derrite critica projeto antifacção e gestão Lula
• Moro reforça discurso de endurecimento penal
• Dados mostram crise ampla na segurança, além da disputa política
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